Muitas vezes ouvimos que devemos fazer a verificação da eficácia de uma ação. O que significa isso?
A simples ação de constatar que uma determinada ação foi realizada não é verificação de eficácia!!! É parte dela, mas, vai muito além disso.
A verificação da eficácia significa constatar que o resultado (efeito) esperado foi atingido, que o objetivo da ação foi alcançado.
Exemplificando para o melhor entendimento:
1- Temos uma ação de medida de controle de isolar acusticamente uma máquina para reduzir o nível de ruído de um ambiente de trabalho. Foi elaborado um projeto por profissional habilitado e implantado. Como fazer a verificação de eficácia? Obviamente que a primeira verificação é constatar se o que foi construído está de acordo com o que foi planejado (projetado). Depois, verificar se o objetivo da ação foi alcançado. Como? Fazendo uma nova avaliação ambiental de ruído para constatar que o nível de ruído foi reduzido a níveis satisfatórios. Se sim, a ação foi eficaz! Se não, a ação não foi eficaz e necessita ser revisada.
2- Temos uma ação de medida de controle de construir uma escada de acesso temporária. Foi elaborado um projeto de proteção coletiva dimensionando tal escada por um profissional habilitado e implantada. Como fazer a verificação da eficácia? Novamente, primeiramente verificar se a escada executada seguiu todas as especificações técnicas do projeto (dimensões e a qualidade dos materiais utilizados). Posteriormente pode-se realizar um ensaio para verificar se a escada suportará os esforços que foi projetada e previstos em normas. Se sim, a ação foi eficaz! Se não, a ação não foi eficaz e necessita ser revisada.
3- Temos uma ação de medida de controle de implantar uma gaiola de proteção para enchimento de pneus para evitar que uma explosão durante o enchimento do pneu projete materiais contra o borracheiro. Foi elaborado um projeto por um profissional habilitado e implantada a gaiola. Como fazer a verificação da eficácia? Em primeiro lugar, verificar se a gaiola executada seguiu o projeto elaborado. Depois, pode-se realizar um teste com o maior e o menor pneu utilizado e enchê-lo até explodir para verificar se a gaiola suporta tal explosão e não há projeção de materiais. Se sim, a ação foi eficaz! Se não, a ação não foi eficaz e necessita ser revisada.
Qual a diferença entre eficácia, eficiência e efetividade?
De acordo com OSHA-Europa, riscos psicossociais decorrem de deficiências na concepção, organização e gestão do trabalho, bem como de um contexto social de trabalho problemático, podendo ter efeitos negativos a nível psicológico, físico e social. Como exemplo deste efeito cita-se o burnout, um esgotamento emocional do trabalhador.
Tais riscos não é nenhuma novidade e merecem igual atenção como os demais riscos ambientais. Atualmente, ele pode ser enquadrado em riscos ergonômicos. Há um movimento para separá-lo e transformá-lo no sexto agente ambiental. Há também um projeto de lei na Câmara dos Deputados que propõe a criação de uma NR específica para tratar deste assunto (veja aqui).
Independentemente, o importante é identificá-lo e controlá-lo adequadamente. Um ambiente psicossocial positivo promove um bom desempenho e o desenvolvimento pessoal, bem como o bem-estar físico e emocional do trabalhador.
Ainda de acordo com a OSHA-Europa, metade dos trabalhadores consideram comum o stress laboral no seu ambiente de trabalho. As causas podem ser pressão por produtividade, condições inseguras de trabalho, jornadas longas, carga excessiva de trabalho, bem como assédio moral e violência no trabalho.
E como prevenir e controlar os riscos psicossociais? A OSHA- Europa disponibiliza um conjunto de informações e instrumentos práticos para identificação, prevenção e controle dos riscos psicossociais. Acesse aqui.
No site da ENIT - Escola Nacional de Inspeção do Trabalho (antiga Fiscalização do Trabalho do MTE) há vários relatórios de acidentes fatais analisados.